Qual leite tomar?

Qual leite tomar?

Qual leite tomar?
Saiba as diferenças entre os diversos tipos disponíveis no mercado

Tipo A, integral, de “saquinho”, “caixinha”, sem lactose. O mercado oferece vários tipos de leite e muitas vezes o consumidor fica sem saber o que comprar frente a tanta variedade. A professora de inspeção de alimentos e qualidade do leite na UEL explica que basicamente o leite é divido entre pasteurizado e UHT (Ultra High Temperature).

“O leite pasteurizado é submetido à temperatura de 75ºC, que mata as bactérias que causam doenças, mas não todas as bactérias, por isso ele tem uma durabilidade menor. Pode ser vendido em galões ou saquinhos. Já o UHT passa por temperaturas mais altas, 138ºC, o que faz com que ele dure até quatro meses. Ele é vendido em garrafas ou caixinha”, descreve.

Dentro do leite pasteurizado há o leite tipo A, cuja principal característica é ter ordenha mecânica e ser pasteurizado e embalado ainda na propriedade. “Ele tem melhor qualidade, chega mais fresco ao consumidor. Já os outros ficam até 48 horas refrigerados na propriedade. Por esse motivo digo que o leite tipo A é a melhor opção, principalmente para crianças e idosos. O processo UHT diminui o cálcio e algumas proteínas são desnaturadas”, ensina.

Enquanto o leite UHT pode ser armazenado no armário, o pasteurizado necessita de refrigeração o tempo todo, mas para quem deseja praticidade, pode congelar o produto, segundo Beloti. Outra recomendação da especialista é não ferver o leite, de qualquer tipo. O processo industrial, tanto pasteurizado quanto UHT já mata todas as bactérias nocivas. Segundo ela, ferver o leite pasteurizado fará com que ele se assemelhe ao UHT, perdendo seus benefícios.

“O hábito de ferver o leite perdura porque antigamente era vendido o leite cru, que necessitava passar por fervura. Hoje a indústria faz isso, a pasteurização torna o produto seguro e mantém suas propriedades”, conta.

Doenças

A professora ressalta que é proibida a venda de leite cru devido ao risco de transmissão de doenças.

“Tuberculose e brucelose são doenças que ainda estão nos rebanhos e podem ser transmitidas pelo leite. Também há bactérias que podem causar infecção mamária e contaminar o leite. Salmonella, Listeria, E. Coli são bactérias que causam intoxicações alimentares ou até infecções que podem levar crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas à morte. O queijo feito com o leite cru pode ter o mesmo problema, e neste caso é pior ainda, porque irá ficar concentrado. As pessoas têm a ilusão de que o leite é mais puro, mas ele também pode ser fraudado”, alerta ela.

Gordura

Dentro dos leites tipo UHT há diversas subdivisões, como integral, semidesnatado, desnatado e sem lactose. Ela explica que no caso da gordura do leite, o produto integral tem mais, em torno de 3%, e vai sendo retirada até ficar desnatado.

“As pessoas dizem que o leite desnatado tem mais água, mas a diferença de sabor é porque ele tem menos gordura. A diferença é também nutricional, já que as vitaminas A, D, E e K ficam na gordura. Minha recomendação é que as pessoas devem consumir o leite integral, a menos que haja outra recomendação de médico ou nutricionista.” Já o produto dito sem lactose contém lactase, a enzima que quebra as moléculas de lactose.

Cabra

O leite de cabra é uma alternativa para algumas pessoas que têm alergia à proteína do leite de vaca, mas não funcionaria para casos de intolerância. O leite de cabra também é nutricionalmente superior ao leite de vaca, mas sua produção é pequena, já que os animais produzem pouco leite.

Fonte: Folha Londrina

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